sábado, 17 de novembro de 2007

Chafurdar, chafurdar

Jesualdo sou eu, e salto de poça em poça como um sapo pálido enroscado feito bola de golfe que se vê projectado em direcção ao mar. O meu mar não é exactamente o dos descobrimentos, muito menos o dos heróis. O meu mar é aquele naco ténue da minha consciência no qual me afogo em busca da bandeira gloriosa da calhordice pura. Sim, a minha raça são os Calhordas e a na minha nau cabe apenas um náufrago de bigode farfalhudo mas bem cheiroso dos pés.

Portanto, abram alas meus calhordas, eu sou Jesualdo, o Salta-Pocinhas!

ARGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

"Chafurdar, chafurdar
Mas ó minha cana verde
Mergulhar no teu corpo
Entre quatro paredes
Dar-te um beijo e ficar
Ir ao fundo e voltar
Ó minha cana verde
Chafurdar, chafurdar"

-Fausto Robalo Dias

3 comentários:

Cpt Scarlet disse...

«os meus amigos motards têm parafusos em pernas e braços.Dizem, dos desastres.
Nós os desastrados temos parafusos a menos, mas andamos a pé.»

imperador disse...

quando cai a noite na cidade... há sempre um chafurdanço... até ser dia!!!

Clem disse...

E o "Por este rio acima" a fazer 25 anos!