Verão a estação.
Carregada numa padiola, linda.
E eu que seguia a teu lado com o cão, atravessávamos o imenso verde que terminava em escarpa. Descíamos em direcção à tua praia como uma daquelas caravanas do deserto, a passo. Só o Fidel corria doido atrás dos coelhos. Rias.
Chegava a época dos tufões. Destroços distribuídos ao acaso e gritava o mar. Ou a mar?
Limpaste-me a boca suja de doce, juraste Setembro estar mais frio que Dezembro.
Mostrei-te as minhas marcas, puseste o dedo nas feridas.
Tiraste-me o ar, subi à ravina.
Passei a ler-te devagar, para que cada sílaba fosse um arrepio.
E o livro acabou em ti.
3 comentários:
Epá, tanta coisa só para chamar Fidel a um cão:)
Chamar cão ao Fidel =)
É um Castro-laboreiro...
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